Eu te amei quando você teve suas crises de ciumes, quando você estava mal e ninguém te entendia. Eu te amei quando o mundo conspirava contra você e nada dava certo na sua vida. E quando aquele otário te deu um fora, eu estava do seu lado te consolando, te amando. Nas tuas briguinhas familiares que você sempre acabava chorando, eu tava lá enxugando tuas lágrimas. Quando você ficou bêbada e ninguém quis cuidar de você, lá estava eu de novo, te cuidando e amando. Eu amei você no natal, no ano novo, na páscoa, no seu aniversário e até no dia do índio. Eu te amei de janeiro a janeiro. Eu te amei tanto que todo mundo percebeu… Menos você.
Aprendi que não se pode segurar algo que não quer ficar. Quer ir embora? Que se vá, o que e verdadeiro chegará e permanecerá.
Enfim, é assim que eu gosto de vê-la: Sentindo. Hoje é ira e desprezo. Amanhã é paixão e carinho. Quem é capaz de explodir de raiva, também é capaz de explodir de amor.
Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.
É na procura da felicidade que a gente se perde, porque ninguém entende o fato de que a felicidade não se procura, ela aparece quando menos se espera. É na procura dela que tu encontra as pessoas erradas, as paixões enroladas. É na procura dela que muitos vão e não voltam, por que na verdade, nem todo mundo é forte o bastante pra admitir que sua felicidade está logo ali.
Se eu disser que você me traz paz, vou estar mentindo. Eu e você é bagunça. Sempre foi. E eu acho um barato que seja assim.

